Só para dizer que não, não andamos por aí na boa vida e simplesmente deixamos de vir cá. É tudo falso. Os dias é que têm sido muito atribulados e era bom haver tempo para falar dos seis (sete?) filmes do Pasolini que vimos nas férias, do documentário bem interessante sobre o Bruce LaBruce que passou no QueerLisboa, do Beginners que é tão mau e é pena... Enfim, uma série de coisas que vão ficar na gaveta, pelo menos até a coisa acalmar.
Para já, coisas obrigatórias: os álbuns de Girls e de Here We Go Magic. E o CineEco, esse festival de cinema ambiental de categoria, que acontece de 8 a 15 de Outubro (site aqui e facebook aqui). Os conteúdos são muito bons (cof cof), a programação tem títulos a não perder (a maior parte das sessões é gratuita) e nada como ir para a serra respirar ar puro. Quem não for passar um fim-de-semana a Seia é um ovo podre.
Nada melhor que começar a rentrée com um disco fabuloso, para nos acompanhar neste Setembro quente. Os Girls estão de volta e continuam em crescendo. O novo "Father, Son, Holy Ghost" arrisca já ser um dos melhores, não apenas da segunda metade do ano, mas sim de 2011. Nada melhor que ouvir um dos temas que já anda em todo o lado, é nos nossos leitores de mp3, é na Radar, é na Vodafone FM... e até no Jimmy Fallon. Obrigatório ouvir.
O ter deixado de utilizar os transportes públicos afectou a minha vida de várias formas. As principais foram deixar de ter uma hora por dia para dedicada às leituras e passar a gastar mais dinheiro em gasolina. Tudo grandes chatices.
Com isto, vou empilhando livros na minha mesa de cabeceira ao ponto de pensar em usá-los em alternativa à mesa. Mas menos tempo não significa menos vontade, por isso, virei-me para livros mais pequenos, de preferência que se consigam ler rápido, para não ficar com a sensação que me perco nas histórias.
Nos últimos dias, acabei um livro em menos de 3 horas (estava na praia) que aconselho vivamente a quem também deseje voltar aos livros: A Humilhação do Philip Roth (título original The Humbling), escrito em 2008, mas com tradução portuguesa apenas em 2011, pela D. Quixote.
Gostei e por isso aconselho a quem não saiba por onde começar (ou simplesmente a quem queira ler um bom livro). Tem todos os factores necessários para manter qualquer leitor de concentração fugidia agarrado até ao final.
Boas leituras!
Jens Lekman, quando ainda não sabia que dançar é que era fixe
Jens Lekman está de volta com novo EP. Se estão cheios de saudades das suas músicas melodiosas e nostálgicas é melhor não ouvirem (vá, oiçam na mesma que vão gostar). Acho mesmo que desta vez ele se fartou da história do Oh, you're so silent Jens e deu aqui uma reviravolta à coisa. E fez ele muito bem.
É muito bom quando acompanhamos um músico há alguns anos e vamos percebendo que ele vai experimentando outras coisas, que não vê o mundo acontecer sem se deixar afectar e influenciar por outros sons, outros ritmos. Por isso, até podem vir melodias à vontade, que tenho a certeza que vão ser diferentes. Já no último álbum se notou que ele queria mais companhia para além da guitarra. (Já agora, se não chegaram a ouvir o Night falls over Kortedala, façam o favor de ouvir. Vale muito a pena.)
Portanto, é ouvir a nova música. É mesmo divertida, feita para bater o pézinho, no mínimo.
Foi tudo muito bonito, três semanas de férias com muito sol (alguma chuva também, mas não fez mal nenhum), muitas paisagens, ar puro, natureza, praia, montanhas, vales... Foram umas férias de Norte a Sul do país que souberam mesmo muito bem. E agora estamos de volta, o que também sabe bem. Vamos a isto!