Que melhor programa para o fim de semana que dar um salto até Ponte de Lima, jantar arroz de sarrabulho e como sobremesa ver um concerto de B Fachada? Amigos do Norte, lá estaremos. Caso queiram juntar-se a nós, avisem. O concerto será no Teatro Diogo Bernardes, sábado, pelas 21h30 e o bilhete custa apenas dois euritos (o arroz de sarrabulho é um pouco mais). Para quem, como nós, se encontra longe e não pode comprar os bilhetes com antecedência, podem sempre enviar um mail para o teatro e reservar mediante pagamento adiantado, sem necessitar de comprar no local. Têm que admitir que é uma óptima sugestão de turismo musical.
Esta é a lista dos álbuns que mais ouvimos em 2014, aqueles que quando nos lembrarmos deste ano que passou, vamos de certeza lembrarmo-nos deles e das músicas que nos acompanharam nos diferentes meses do ano. Também fizemos uma pequena lista de outros álbuns que não ficaram na lista dos 10, mas valem muito a pena ouvir. Se por acaso deixaram escapar algum destes, oiçam que vão ver que vale a pena.
1. Burn your fire for your witness, Angel Olsen
Ninguém diria que este ia ser o nosso álbum de 2014. Saiu em Fevereiro e a verdade é que o ouvimos uma ou duas vezes e deixamos ficar de lado. As letras eram duras, não era um álbum que nos animasse especialmente. Mas ficou ali qualquer coisa. Até que voltámos a ele, começámos a ouvir todos os dias e, música atrás de música, apercebemo-nos que este álbum é uma obra prima. Mesmo. Agora só nos resta esperar ver a menina ao vivo durante este ano (num sítio digno da sua delicadeza).
2. How can we be joyful in a world full of knowledge, Bruno Pernadas
3. Atlas, Real Estate
4. Lost in the dream, War on Drugs
5. St. Vincent, St. Vincent
6. Salad days, Mac DeMarco
7. 8, Sensible Soccers
8. Pom Pom, Ariel Pink
9. They want my soul, Spoon
10. Mess, Liars
1. Burn your fire for your witness, Angel Olsen
Ninguém diria que este ia ser o nosso álbum de 2014. Saiu em Fevereiro e a verdade é que o ouvimos uma ou duas vezes e deixamos ficar de lado. As letras eram duras, não era um álbum que nos animasse especialmente. Mas ficou ali qualquer coisa. Até que voltámos a ele, começámos a ouvir todos os dias e, música atrás de música, apercebemo-nos que este álbum é uma obra prima. Mesmo. Agora só nos resta esperar ver a menina ao vivo durante este ano (num sítio digno da sua delicadeza).
2. How can we be joyful in a world full of knowledge, Bruno Pernadas
3. Atlas, Real Estate
4. Lost in the dream, War on Drugs
5. St. Vincent, St. Vincent
6. Salad days, Mac DeMarco
7. 8, Sensible Soccers
8. Pom Pom, Ariel Pink
9. They want my soul, Spoon
10. Mess, Liars
Também muito bons:
1. Shrink dust, Chad VanGaalen
2. B Fachada, B Fachada
3. Picture you staring, Tops
4. White women, Chromeo
5. Pesar o sol, Capitão Fausto
6. Singles, Future Islands
4. White women, Chromeo
5. Pesar o sol, Capitão Fausto
6. Singles, Future Islands
Sensible Soccers na ZDB
Por guilherme 12.3.14 música, música portuguesa, no coreto
É bem verdade que temos andado bastante ocupados ultimamente, mas uma coisa que decidimos no final do ano passado, e que temos consigo fazer com alguma regularidade, é ver mais concertos em sala. Dos que vimos até agora, houve um que não podemos deixar de assinalar: Sensible Soccers na Galeria Zé dos Bois. Queremos ter a certeza que, se tiverem oportunidade, não podem deixar escapar um concerto deste rapazes.
Os Sensible Soccers lançaram o seu primeiro disco, chamado 8 (que podem ouvir na íntegra aqui) e resolveram descer de Vila do Conde até à ZDB para festejar esse acontecimento com as gentes da capital, e ainda bem que o fizeram. Foi um daqueles concertos que marcou o nosso início de ano e desde essa altura que o CD anda em alta rotação por estes lados.
Como descrever a música dos Sensible Soccers? Os sintetizadores clássicos, acompanhados por uma guitarra elétrica a criar texturas sob efeito de um forte reverb e um baixo elétrico que marca ritmo a puxar influências de krautrock, piscam o olho ao passado mas apontam sempre a direção bem certa, rumo ao futuro. Fechamos os olhos ao som dos Sensible Soccers e deixamo-nos envolver por esta sensação de conforto e bem estar digna de uma morna noite de verão, de cerveja na mão e com boa companhia - é mesmo aqui queremos estar. Este foi, sem margem de dúvidas, um concerto hipnótico, uma celebração do melhor que os Sensible Soccers gravaram até ao momento, entre os vários EP's e o agora o novo disco. Uma coisa é certa, por muito que estas melodias nos soem a despojos do passado, é de certeza este o som que queremos a preencher todos os cantinhos de 2014.
Os Sensible Soccers lançaram o seu primeiro disco, chamado 8 (que podem ouvir na íntegra aqui) e resolveram descer de Vila do Conde até à ZDB para festejar esse acontecimento com as gentes da capital, e ainda bem que o fizeram. Foi um daqueles concertos que marcou o nosso início de ano e desde essa altura que o CD anda em alta rotação por estes lados.
Como descrever a música dos Sensible Soccers? Os sintetizadores clássicos, acompanhados por uma guitarra elétrica a criar texturas sob efeito de um forte reverb e um baixo elétrico que marca ritmo a puxar influências de krautrock, piscam o olho ao passado mas apontam sempre a direção bem certa, rumo ao futuro. Fechamos os olhos ao som dos Sensible Soccers e deixamo-nos envolver por esta sensação de conforto e bem estar digna de uma morna noite de verão, de cerveja na mão e com boa companhia - é mesmo aqui queremos estar. Este foi, sem margem de dúvidas, um concerto hipnótico, uma celebração do melhor que os Sensible Soccers gravaram até ao momento, entre os vários EP's e o agora o novo disco. Uma coisa é certa, por muito que estas melodias nos soem a despojos do passado, é de certeza este o som que queremos a preencher todos os cantinhos de 2014.
Apertem os cintos, vamos viajar ao som d'Os Capitães da Areia
Por guilherme 16.5.13 música, música portuguesaBons sites para ouvir música
Por cláudia lomba 14.2.13 listas, música, música portuguesaHoje em dia a vida está mais facilitada para quem gosta de música e quer estar sempre a ouvir coisas diferentes sem ter de cometer actos ilegais ou assaltar um banco para poder comprar tudo o que se quer.
Há alguns sites preciosos que hoje vamos aqui partilhar convosco. Provavelmente já conhecem a maior parte deles e, se tiverem outras sugestões do género, partilhem connosco.
SPOTIFY
É a novidade da semana por estes lados. Apesar de já ter sido lançado em 2008, o Spotify só ficou disponível em Portugal há uns dias. É um serviço comercial de streaming, que nos permite ouvir centenas de álbuns e músicas de diversas editoras (das mais comerciais às mais independentes). Para podermos aceder a esta biblioteca musical gigante, temos de criar uma conta, que pode ser gratuita (e tem muita publicidade e anúncios entre as músicas; a qualidade de som é mais baixa, entre outras limitações) ou podemos fazer um plano pago (podem saber mais no site oficial). Para já, encontramos alguns contras: o facto de se ter de descarregar uma aplicação para podermos ouvir as músicas e a obsessão para os utilizadores integrarem a conta do Spotify com o perfil no facebook. Para quem não quiser ligar as duas coisas, não pode mudar a imagem de perfil, nem partilhar listas e, aparentemente, ser encontrado pelos amigos. Boring. Mas a verdade é que tudo isto é superado pela quantidade de música que lá se encontra. É mesmo incrível.
OPTIMUS DISCOS
Já todos devem conhecer esta editora, que acaba também por ser uma biblioteca (em crescimento) de música portuguesa - se não conhecem têm de ir lá já. Todos os álbuns editados estão disponíveis para audição e para download gratuito! Sim, é verdade. Merece mesmo um ponto de exclamação. Não há mesmo desculpas para não ouvirmos mais música portuguesa, porque há tanta mesmo aqui à mão (e que podemos levar connosco). Estejam atentos às edições Optimus Discos e passem regularmente pelo site, porque há muita coisa boa para ser descoberta por aqui.
HYPE MACHINE
A Hype Machine é o radar ideal para se saber o que anda a fazer sucesso por essa internet fora. Este site faz um apanhado de um conjunto de blogues e sites de música e diz-nos aquilo que está em maior destaque. No site aparecem todas as músicas que estão a ser publicadas e que estão disponíveis para ouvirmos na hora. É possível pesquisar músicas na categoria de Latest, ou seja, aquelas que estão a acabar de ser publicadas, Popular, que são as que estão a ter o feedback mais positivo por parte dos leitores, e por género musical em Genres. Neste site podemos fazer a nossa playlist personalizada, com todo o tipo de músicas à escolha. Porque é que gostamos tanto da Hype Machine? Porque não há nada melhor para descobrir novidades, sobretudo remixes e colaborações. São sempre as primeiras coisas a ser partilhadas pelos bloggers e muitas vezes não chegam aos grandes sites de música.
GROOVESHARK
Quem é que não conhece o Grooveshark? Este nosso grande amigo permite-nos ouvir álbuns inteirinhos, dos mais recentes aos mais antigos, e também nos deixa criar playlists a gosto e partilhá-las. Que mais podemos pedir? Mais nada. Funciona sempre bem, é um amigo a manter. E agora com o Spotify, vamos continuar a usá-lo? Sim, porque muitas vezes nos deixa ouvir álbuns dias antes de serem lançados e o Spotify não.
DEEZER
O Deezer é o amigo mais pobre - mas mais bonito - do Grooveshark e o facto de estar ligado ao facebook dá-lhe muita visibilidade. A verdade é que também tem muita música disponível, mas perde nas novidades. Por aqui é mais difícil encontrar álbuns acabados de editar, no entanto, as bibliotecas estão muito mais organizadas do que as do Grooveshark, há mais informação sobre as músicas, os álbuns têm capas, datas de edição, nomes das músicas, etc.
Por isso, feitas as contas, vale a pena fazer uma conta e andar por lá a ouvir umas musiquinhas.
Mas agora com o Spotify, acho que o Deezer vai saír da lista.
Nota: o Deezer só permite ouvir duas horas de música por dia (o que, para ouvir álbuns inteiros, não é nada).
NPR
No site da National Public Radio (NPR) há uma secção chamada First Listen, dedicada à audição em primeira mão de álbuns que estão quase a saír para as lojas. É através deste site que temos ouvido imensas novidades, algumas que estávamos ansiosos pelo seu lançamento, outras que nem sequer conhecíamos, mas que acabamos por gostar muito daquilo que ouvimos. É, sem dúvida, um site a ter sob escuta semanalmente. Sempre.
SOUNDCLOUD
Ok, o Soundcloud é um bocado óbvio para esta lista, mas só está aqui porque gostámos imenso do facto de podermos seguir a actividade das editoras que vão disponibilizando os novos singles e outras músicas das bandas que agenciam. Muito bom para descobrir novas músicas e bandas, mas também para ter acesso a alguns clássicos que por lá vão aparecendo. Vale a pena ter uma conta no Soundcloud.
BANDCAMP
Com muita sorte nossa, muitas bandas, com destaque para as portuguesas, começaram a disponibilizar no Bandcamp álbuns para ouvir na íntegra e a partir daí percebemos que neste site, fazendo uma pesquisa, há muito poucos nomes que não estejam aqui e que não tenham pelo menos uma ou outra música para podermos ouvir (e às vezes também disponíveis para download gratuito).
Estamos mesmo no final do ano e por isso altura de fechar assuntos e tecer algumas conclusões no que toca à minha resolução de 2012 de me esforçar por ouvir mais música portuguesa. Para terminar já com o suspense, aviso que foi uma aposta ganha. Ouvi muito boa música e tenho grandes expectativas para 2013. Há vários músicos e bandas que considero fazerem já parte de uma geração que me faz ficar orgulhoso de ser português. Não me refiro aos já consagrados como os Deolinda, Dead Combo, David Fonseca, Legendary Tigerman, Ornatos Violeta (que deixam uma marca inesquecível neste ano da reunião) etc., mas sobretudo a bandas que, na minha opinião, fizeram muito em 2012 e merecem o nosso destaque aqui no deitados na relva.
B Fachada: Este rapaz é uma máquina! Devia constar na minha lista dos já consagrados, mas julgo que merece uma referência especial. A música simplesmente continua a sair-lhe bem, é um dom que infelizmente não chega a todos. Para além disso, a preocupação com as letras torna as suas músicas dignas de constar em cartilhas dos mais petizes, tal é a sua familiaridade. Agora em 2013 vai descansar - bem merece - e para a despedida deixa um EP, O Fim, para nos entreter até ao seu regresso. Esperarei ansiosamente para ver o que nos trará após este ano sabático.
Walter Benjamin: Um belíssimo álbum em 2012. Não que tenha sido uma grande surpresa, eu esperava muito do Luís, ele sabe o que faz, tem amigos também talentosos e leva isto de criar música de uma forma bastante séria. Foi para longe para estudar produção musical como deve ser, e ainda bem. Felizmente, está a dar frutos. Criou uma editora, a Roman Road Records e parece não deixar esmorecer a criação de novas canções. Boas expectativas para o que virá em 2013.
Minta & The Brook Trout: Mais um dos melhores álbuns que ouvi este ano. Olympia já saiu na segunda metade do ano, mas se não o ouviram, vão ao site da Optimus e descarreguem já! Eu gosto bastante da voz da Minta (Francisca Cortesão) e da guitarra do Manuel Dordio. Fazem-me lembrar dias de Outono e chás quentes. Um concerto bem bonito pela altura do lançamento do disco, num sítio a condizer, e uma mão cheia de canções que se colam facilmente aos nossos dias. Mais uma excelente banda para seguir em 2013.
Cafetra: Não é uma banda, é um colectivo de bandas. Esta ideia de turma organizada para criar canções, ao jeito de retiros criativos, acabou por ser bastante bem sucedia durante 2012. Muito trabalharam para criar e partilhar músicas. Apesar de demonstrarem ainda alguma imaturidade no que toca à composição e interpretação, foram bastante bem sucedidos em alguns dos seus projectos, nomeadamente Go Suck a Fuck (para mim o melhor EP deste ano) e Pega Monstro. Estas últimas, as irmãs Reis, para além de um disco bastante interessante, assinaram um concerto incrível na primeira parte do Jon Spencer (para grande pena não as vi no de Ariel Pink, mas acredito que não deve ter sido nada mau).
Para além destes, há outros nomes que apesar de não terem sido tão activos no que toca a novidades em 2012, não quero deixar de seguir em 2013.
Paus: curioso para ver o que se segue. Ao vivo continuaram durante 2012 a ser uma máquina infernal de poder e som. Em Guimarães, há uma semana, tive que assistir ao concerto à porta do pavilhão porque me tinha esquecido dos tampões para os ouvidos. Tenho muita vontade de perceber para onde irá fluir o seu som no futuro e ver até que ponto continuarão a explorar o alinhamento actual.
Capitão Fausto: ai a pressão do 2º disco! 2012 foi o ano da consagração destes rapazes que por aqui são uma aposta segura. Quando os vimos pela primeira vez em 2011 soubemos desde logo que tínhamos aqui um diamante em bruto. Este ano tocaram muito e julgo já terem terminado canções para um novo disco. Agora em 2013 vem a responsabilidade do 2º disco. Muitas expectativas neste miúdos fantásticos.
Julie & Carjackers: Assinaram no Ritz um dos melhores concertos que vimos este ano. As canções do álbum de 2011, Parasol, continuam a rodar e recomendam-se. O João Correia já é para mim uma promessa da música portuguesa, quer seja a tocar bateria ou a cantar à guitarra. Espero ansioso o regresso em 2013 de novas canções e, com certeza, de um novo álbum.
Outro factor muito positivo, para além de ter ouvido muitos discos, foi o de ter assistido também a muitos concertos, o que acabou por ser determinante para avaliar melhor as bandas que me tinham despertado o interesse. Nesse aspecto, garanto, temos bandas a dar espectáculos que mereciam muito mais público. Desejo que 2013 continue a ser um grande ano de música portuguesa e que, para além disso, seja um ano de mais público a ouvir (e de preferência a comprar) o que é nosso.
Hoje à noite: música portuguesa ao vivo
Por cláudia lomba 21.9.12 cinema, música portuguesa, no coreto
Já sabem o que vão fazer mais logo? Nós deixámos aqui três óptimas sugestões. No MusicBox há TV Rural, uma banda que ainda não vimos ao vivo, mas que estamos curiosos para o fazer e Maltês. No Campus de Campolide da Universidade Nova, no Festival Nova Música, há Capitão Fausto, que vimos ao vivo no lançamento de Gazela e ficámos completamente rendidos (e andamos em pulgas para ouvir novo material), Pontos Negros, que têm novo álbum e também costumam dar bons concertos e alguns nomes novos como Ciclo Preparatório (só conhecemos a Lena Del Rey e fica bem no ouvido), Biancard e The Kafkas. No Lux há B Fachada em jeito de "até breve". Apesar de ter um álbum novo, Criôlo, parece que o rapaz vai fazer uma pausa. Enquanto não volta, ficámos com muita coisa boa para ouvir (aqui, por exemplo).
Pena que seja difícil ver todos os concertos ao mesmo tempo.
Quanto a nós, não vamos ver nenhum, porque é fim-de-semana de ir ao Norte.
Para quem preferir cinema, hoje é dia de abertura do Queer Lisboa. Consultem a programação no site oficial. E já agora vejam o spot, que vale mesmo mesmo a pena.
Pena que seja difícil ver todos os concertos ao mesmo tempo.
Quanto a nós, não vamos ver nenhum, porque é fim-de-semana de ir ao Norte.
Para quem preferir cinema, hoje é dia de abertura do Queer Lisboa. Consultem a programação no site oficial. E já agora vejam o spot, que vale mesmo mesmo a pena.
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| Walter Benjamin por Vera Marmelo |
Apesar de a actual crise ser desculpa suficiente para valorizarmos (ainda) mais o que é nosso, essa não é a razão por estar a dar destaque, mais que merecido, à música feita por cá. Como no início do ano publiquei um post sobre a minha resolução para 2012, de ouvir (e comprar) mais música portuguesa, andava já há algum tempo com vontade de fazer um breve balanço, para mostrar que é algo que continuo a levar a sério, e não apenas mais uma promessa perdida nas passas regadas a champanhe na noite de 31 de Dezembro.
Resultado: até agora, já ouvi mais discos portugueses este ano que no ano passado, comprei mais música portuguesa e estou bastante mais atento a concertos de bandas nacionais, o que inevitavelmente me leva a ver mais música ao vivo. Apesar de ainda faltar algum tempo até ao final do ano, posso também afirmar com mais certeza que existem projectos nacionais muito interessantes, que merecem a nossa atenção. Parece uma conclusão óbvia, mas para mim que andava alheado do que por cá se fazia, faz todo o sentido deixar este alerta. Dizer que a nossa música é fraca em relação ao que vem de fora, demonstra falta de informação ou interesse. Há mesmo muita gente a fazer boa música num mercado como o nosso, com tão pouco público ou com tão poucos meios (de produção, principalmente). Prometo, por isso, manter a minha resolução e garantir que, no final de 2012, vou fazer o tão merecido post sobre as minhas descobertas e sobre as bandas/projectos nacionais a manter debaixo de olho.
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| B Fachada por Rita Carmo |
Ontem foi dia de rever B Fachada na Zé dos Bois. Já lá iam uns anos desde o último encontro nesta sala, talvez desde a altura de Um fim-de-semana no Pónei Dourado (2009). Desta vez o pretexto foi Criôlo, o novo álbum, que tem um som bastante diferente de tudo o que B Fachada tem feito até agora. Para grande surpresa, o início do concerto foi feito ao som de músicas mais antigas, só com voz e viola braguesa: Balada à Mariana seguido por uma espécie de mix entre Anda que está dura, Há Festa na Moradia, Joana Transmontana e Deus, Pátria e Família. Depois foi altura do sintetizador entrar em cena com Não pratico habilidades, para servir de introdução aos novos ritmos presentes neste novo álbum, que nos surpreenderam por serem tão diferentes do que estávamos habituados a ouvir do B Fachada: sintetizadores, batidas fortes e definidas. De repente, estávamos em Cabo Verde, a dançar Afro-xula, Tendinite, Quem quer fumar com B Fachada e as restantes músicas de Criôlo, que Fachada tocou (quase) na íntegra (ficou de fora Baladona). A única diferença foi que aqui ninguém dançou a sério, mas foi uma viagem e tanto. No final, ainda houve tempo para Cada um, mais um tema de Viola Braguesa. Foi um concerto que soou ligeiramente a balanço, que serviu para nos apercebermos da consistência do percurso de B Fachada, mas também para nos dar vontade de vir para casa ouvir Criôlo e dançar.
Para quem estiver interessado, todos os álbuns e EP que o músico editou entre 2007 e 2012 estão disponíveis para audição e compra em http://bfachada.bandcamp.com.
Há alguns anos que não pisava o Ritz Clube mas na passada sexta-feira, com a noite a cargo dos Julie & The Carjackers, pareceu-me ser a altura ideal para dar um salto a essa sala mítica da noite lisboeta, que reabriu com novo fôlego muito recentemente. Havia muita coisa a acontecer nessa noite (concertos no São Jorge, Musicbox, etc.) e o resultado foi uma sala não muito cheia, com uma ambiente calmo.
A primeira parte ficou nas mãos dos Nice Weather for Ducks. Os rapazes têm energia em palco e tocam bem, apesar de as músicas não soarem a nada de muito novo. Nota-se bastante a influência dos Animal Collective, especialmente na música que abre o disco Quack, 2012, que é também a mais conhecida (pelo menos para nós), já que integra um dos separadores do Canal 180 (e que teima em ficar horas em repeat na cabeça). O maior senão foi mesmo o som da sala, que estava péssimo.
Quando os Julie & The Carjackers subiram ao palco, a sala já estava bem mais composta e é fácil de perceber porquê. Esta banda já está noutro nível. Para além de o som ter melhorado muito - de certeza que houve uma atenção muito diferente durante o respectivo soundcheck - foi um dos melhores concertos de bandas portuguesas que vimos nos últimos tempos. Apesar de não ter sido longo, foi suficiente para perceber que há aqui muito trabalho, o que torna esta banda bem mais interessante ao vivo. Quem conhece as músicas do álbum Parasol, lançado pela Pataca Discos, vai ter uma agradável surpresa. Nada soa exactamente igual ao disco, os temas são recriados de forma a não soarem tão certinhos como os conhecemos, factor que pesa muito para a qualidade do espectáculo. Do início ao fim, um som completamente harmonioso, perfeito, com músicos talentosos. Digno de nota o trabalho do outro mundo do Bruno Pernardas na guitarra, a voz melodiosa da Inês Sousa e, claro, o mentor João Correia, que já nos tinha surpreendido com os dotes de baterista ao vivo a acompanhar Walter Benjamim, mas que neste conjunto, guitarra, voz e percurssões, dá gosto ver. Foi pena não os termos visto no Primavera Sound (por razões já discutidas aqui) mas, felizmente, eles vão dando alguns concertos. É claramente uma banda a não perder de vista, que queremos voltar a ver ao vivo com toda a certeza.
Nota: Na página da Optimus discos, podem ouvir e fazer o download gratuito do álbum dos Nice Weather for Ducks, Quack de 2012 e do EP homónimo dos Julie & The Carjackers de 2010.
Concertos para esta semana
Por guilherme 28.2.12 música, música portuguesa, no coreto![]() |
| You Can't Win Charlie Brown |
Nada melhor que uma semana com vários concertos grátis aqui pela capital para alegrar os nossos dias. A chuva teima em não voltar e nem sequer está muito frio, por isso, não há grandes desculpas para ficar em casa. Para começar, hoje os Capitão Fausto voltam à Fnac do Colombo às 18h30, por isso, se ainda não viram estes meninos ao vivo aproveitem que eles são muito bons.
Amanhã, quarta-feira, temos duas boas opções, o que às vezes também nos dificulta a vida: por um lado, o cantor romântico Gonçalo Gonçalves volta ao Cais do Sodré para um concerto intimista na Pensão Amor, com entrada gratuita, a partir das 23h. Por outro, dia 29 é a noite para ajudar os You Can't Win Charlie Brown a viajar para o Texas. O bilhete-ajuda para o concerto custa 10 euros e a há promessa da participação especial da bateria siamesa dos PAUS, a partir das 22h, no Cinema São Jorge.
Na quinta-feira é dia de ir ao Espaço Nimas ver Noiserv, The Poppers e os Da Chick (que não conseguimos confirmar a hora e se é ou não gratuito).
E vai-se a ver, é fim-de-semana.
O novo EP de Miúda, acabadinho de sair pela Optimus Discos, já se ouve por aqui. Podem fazer o mesmo e descarregá-lo gratuitamente no site da Optimus. Vale a pena.
A Miúda tem a voz de Mel do Monte, que se faz acompanhar por mais três músicos: Pedro Puppe (OiOai), Tiago Bettencourt e Fred (Orelha Negra).
| Kimo Ameba na ZDB (11/02) |
Na noite de sábado voltei aos anos 90, com direito a camisas de flanela, cabelos compridos e um palco com três guitarras cheias de distorção. Os Passos em Volta lançaram o seu primeiro disco Até Morrer no final do ano passado e foram este sábado tocar no lançamento do primeiro álbum dos Kimo Ameba, Rocket Soda, mais um lançamento da Cafetra Records. Claro que a intenção destas bandas não era transportarem alguém como eu para os anos 90 - eles nasceram nessa década, enquanto que eu cheguei a ela com 15 anos, idade suficiente para a viver da forma intensa a que a adolescência nos obriga. Foi precisamente essa intensidade que senti ao ver e ouvir estas bandas em palco. Foi uma grande noite na Zé dos Bois. Os Passos em Volta, apesar de ainda estarem a começar, estiveram muito bem. A sonoridade lembrou-me várias vezes bandas como os Dinosaur Jr. Já tinha ouvido o novo álbum e achei muito interessante o conjunto de vozes cruas que acompanham guitarras dissonantes numa amálgama lo-fi que é já a imagem de marca da Cafetra. Sem dúvida, uma banda a ter debaixo de olho.
Quanto aos Kimo Ameba, a principal atracção da noite, não se pode negar que tinham energia suficiente para nos pôr a abanar a cabeça, mas como projecto pareceu-me menos interessante. Ainda assim, falta ouvir o álbum para poder dar uma opinião mais completa. (Até porque o som na ZDB não é o melhor.)
A Cafetra, apesar de recente, tem uma estratégia bem clara: criar boa música com baixos custos e vender a preços de outlet (às vezes dar, ver último post). Uma coisa é certa, já provou ter matéria prima para ficarmos de olho neles.
Go get this EP
Por guilherme 7.2.12 música, música portuguesa, relva a crescer![]() |
| Go Suck a Fuck EP, 2012 |
Há dias tive a oportunidade de ouvir o EP de lançamento do projecto Go Suck a Fuck, Para o seu marido, lançado este ano pela prolífica Cafetra Records. O EP tem 20 temas, que estão dispostos de uma forma tão clara e bem estruturada que mais parecem capítulos de uma história. São 20 peças fundamentais na criação de um magnífico trabalho, que resulta na perfeição como um todo. É muito dificil ficar indiferente a este lançamento, a banda sonora lo-fi dos nossos dias que teima em ficar no ouvido. À primeira audição questionei-me: é bom demais para ser grátis, mas é verdade. Eu pagaria por ele (e que tal uma edição em vinil?).
Pode ser ouvido e descarregado gratuitamente no Bandcamp dos Go Suck a Fuck, mas também está à venda na Flur (por 2,50€) em formato CD.
Obrigado Go Suck a Fuck e Cafetra por nos oferecerem música tão boa.
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| Walter Benjamin |
Esta semana, a Pataca Discos, editora de música portuguesa criada pelo músico e artista João Paulo Feliciano, está em grande, isto porque há uma sessão dupla de concertos de artistas do seu catálogo: Walter Benjamin, You Can't Win Charlie Brown e Julie and The Carjackers.
Comecemos por amanhã, quinta-feira, 2 de Fevereiro: o Musicbox recebe Walter Benjamin, três anos passados desde o seu último concerto em Lisboa. Para amanhã, para além do "eco de um passado recente", podemos esperar ouvir algumas canções do próximo álbum The Imaginary Life of Rosemary and Me. O músico já disse que se vai fazer acompanhar pela sua "banda de sempre": João Correia e Nuno Lucas (Julie & The Carjackers), Francisca Cortesão (Minta) e Jakob Bazora, o austríaco que o tem acompanhado por Londres. Estamos ansiosos por este concerto. A entrada custa 6 euros e entretanto o novo single Airports and Broken Hearts já pode ser ouvido no soundcloud do músico.
Na sexta-feira, 3 de Fevereiro, há concerto na Galeria Cristina Guerra, integrado na exposição Monkey Business de João Paulo Feliciano. Os três projectos Walter Benjamin, You Can't Win Charlie Brown e Julie and The Carjackers vão tocar em acústico. A entrada custa um mínimo de 3 euros, embora "contribuições maiores são bem vindas", já que a receita da bilheteira reverte inteiramente para o financianciamento da viagem dos YCWCB ao Festival South by Southwest, em Austin, Texas, em Março deste ano. Saibam como podem ajudar a banda no site oficial ou nesta notícia do P3, que explica tudo.
Em 2012: ouvir (e comprar) mais música portuguesa
Por guilherme 6.1.12 música, música portuguesa, relva a crescer![]() |
| Gazela dos Capitão Fausto |
Este ano, mais uma vez, chegamos à altura de fazer a lista dos melhores álbuns do ano e apercebemo-nos que ouvimos muito pouca musica portuguesa. Estivemos a contar e ouvimos apenas quatro álbuns: Gazela dos Capitão Fausto, B Fachada (que só saiu a 30 de Novembro), Parasol dos Julie and the Carjackers e Chromatic dos You Can't Win Charlie Brown. É muito pouco. Por isso, este ano a ideia é tentar trocar as prioridades e em vez de ouvir, basicamente, música que vem lá de fora, temos de começar a ouvir o que é feito por cá. Algumas das nossas editoras têm distribuição electrónica em sites que já sou cliente, como o eMusic, e existe boa gente a esforçar-se para pôr boa musica à nossa disposição, é o caso de editoras como a Amor Fúria, a Pataca Discos, a Mbari ou a mais recente Chifre, só para citar algumas que merecem a nossa atenção. Em vez de gastar o plafond mensal do eMusic só em estrangeirices, vou gastar em portuguesices, para depois ouvirmos deitados na relva. (E quem diz eMusic, diz outras plataformas.)
Quero estar mais atento às novidades e ouvir pelo menos dois albuns por mês. Não parece muito ambicioso, verdade? Para começar, este mês, vou dar a atenção devida a dois que tinha na whislist: Norberto Lobo com Fala Mansa e o mais recente Verão Eterno d'Os Capitães da Areia.
Bom fim-de-semana.
Os Capitão Fausto são jovens, muito jovens, mas tocam como gente grande. Ou antes, melhor que muita gente grande. A primeira vez que os vimos ao vivo, algures antes do Verão, apenas tinham um EP, mas o concerto na abertura da editora Chifre deixou-nos imediatamente de olho neles. Existe tanta força, energia e virtuosismo nestes rapazes, que é impossível passar indiferente ao seu som. Este fim-de-semana lançaram o seu primeiro disco, Gazela, que já está disponível nos locais do costume e no site da Chifre. Por cá já o andamos a ouvir em repeat, graças a uma boa ideia da editora: por 10 euros comprámos a entrada para o concerto e recebemos o CD, que ainda por cima tem um artwork bem bonito. Felizmente, os Capitão Fausto vão estar no Mexefest e esta será a oportunidade para chegarem a mais público.
Visitem a página de facebook da banda para irem sabendo as novidades.
Aqui fica o vídeo do single Teresa.
"Expulsaste-me de casa mas eu vou viver no teu coração"
Por deitados na relva 1.7.11 música, música portuguesa, relva a crescer
Este é o título do novo single do cantor romântico abandonado, Gonçalo Gonçalves, que vai ser lançado domingo, às 21h00, na Geraldine, em Lisboa. Simultaneamente teremos também oportunidade de ver em primeira mão o teledisco oficial da música, acabado de rodar num fantástico rooftop em pleno centro de Lisboa. Como podem imaginar, vai ser um serão em grande.
Aqui da parte do deitados na relva fica a garantia de que vão ouvir algo bastante diferente dos singles anteriores, também produzidos por Rocha Alves. A aposta num som com influências dos anos 70, com a forte presença de sintetizadores, vai pôr toda a gente a dançar. Preparem-se.
Aqui da parte do deitados na relva fica a garantia de que vão ouvir algo bastante diferente dos singles anteriores, também produzidos por Rocha Alves. A aposta num som com influências dos anos 70, com a forte presença de sintetizadores, vai pôr toda a gente a dançar. Preparem-se.
B Fachada é amigo
Por guilherme 7.6.11 música, música portuguesa, relva a crescer
Depois do magnífico álbum "É Pra Meninos", B Fachada está de volta para nos dar uns rebuçados grátis. Basta clicarem aqui para fazerem o download do novo "Deus, Pátria, Família". Mas atenção que este não é para meninos.
É já amanhã
Por cláudia lomba 16.2.11 música, música portuguesa, no coretoGonçalo Gonçalves, O Cantor Romântico Abandonado que nos faz suspirar a cada verso das suas canções, vai estar amanhã no Clube Ferroviário, em Lisboa. Um concerto a não perder.
Para quem não puder ir, ficam aqui as restantes datas da Tour do Amor (atenção à data de hoje no Porto):
16 Fev - Porto - Plano B, 23h
17 Fev - Lisboa - Clube Ferroviário, 22h
18 Fev - Guarda - Teatro Municipal da Guarda, 22h
20 Fev - Lisboa - Parque Eduardo VII (Quiosque), 17h

















