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| You Can't Win Charlie Brown |
Nada melhor que uma semana com vários concertos grátis aqui pela capital para alegrar os nossos dias. A chuva teima em não voltar e nem sequer está muito frio, por isso, não há grandes desculpas para ficar em casa. Para começar, hoje os
Capitão Fausto voltam à Fnac do Colombo às 18h30, por isso, se ainda não viram estes meninos ao vivo aproveitem que eles são muito bons.
Amanhã, quarta-feira, temos duas boas opções, o que às vezes também nos dificulta a vida: por um lado, o cantor romântico
Gonçalo Gonçalves volta ao Cais do Sodré para um concerto intimista na
Pensão Amor, com entrada gratuita, a partir das 23h. Por outro, dia 29 é a noite para ajudar os
You Can't Win Charlie Brown a viajar para o Texas. O bilhete-ajuda para o concerto custa 10 euros e a há promessa da participação especial da bateria siamesa dos PAUS, a partir das 22h, no Cinema São Jorge.
Na quinta-feira é dia de ir ao Espaço Nimas ver Noiserv, The Poppers e os Da Chick (que não conseguimos confirmar a hora e se é ou não gratuito).
E vai-se a ver, é fim-de-semana.
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| Cartaz de Tiago Baptista |
Como já toda a gente deve saber, o Thurston Moore (metade dos Sonic Youth) vem cá em Março para dois concertos: dia 11 vai estar no
Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, dia 12 no
Teatro Trindade, em Lisboa e - isto nem toda a gente deve saber - dia 13 vai dar ainda outro concerto, no
Aquário da Zé dos Bois. Que maravilha, hã? Mas - há sempre um mas - este último concerto, em que ele vai estar ali mesmo ao pé do público, é só para alguns, para os sócios da ZDB. E quem é que tem
cartõezinhos de sócio e a reserva já feita, quem é? Nós, claro. A ZDB realça que para este último concerto deram "carta branca" ao Thurston para ele "fazer o que entender". Tanto melhor.
Agora, a boa notícia é que se também quiserem ir a este concerto e usufruir de
todas as vantagens do cartão de sócio da ZDB durante um ano, ainda o podem fazer até à data do concerto. E despachem-se, porque as reservas estão limitadas à lotação da sala.
Que filme tão bonito. Desde que vimos o
trailer que andávamos com curiosidade para o ver e finalmente lá conseguimos. É um filme mudo na era moderna, e apesar de muita gente dizer que não acrescenta nada ao que já foi feito, a verdade é que um belo filme de entretenimento. E afinal é ou não para isso que isso cinema (também) serve? Os actores são muito bons, com destaque para o Jean Dujardin, que tem um brilho especial durante todo o filme (que homem tão expressivo). Um filme para rir, chorar (não sei se a lagriminha chegou de facto a saír, mas se não saiu foi por pouco), enternecer. E graças a isso, vamos retomar uma vontade que tivémos há uns tempos: ver mais filmes a preto e branco. Volta e meia lá vemos algum clássico (como o
12 Angry Men, o
Ladri di biciclette ou o
Accattone, dos mais marcantes que vimos o ano passado), mas a ideia é vermos um bocado de tudo o que foi feito nas diferentes épocas do preto e branco, dos mudos aos sonoros. Venham daí mais sessões a duas cores.
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| o meu pequeno stock |
Porque ainda existem pessoas que continuam a adorar o resultado da fotografia analógica, e querem manter essa paixão viva sem se tornar um prazer incomportável para a nossa carteira, tive a sorte de descobrir o projecto
we love film. Dois amigos que fazem um verdadeiro serviço público, compram material fotográfico analógico em grandes volumes e distribuem a valores de custo pela comunidade interessada que os segue. Este projecto actua como uma cooperativa de um ponto de vista de negócio e como uma resistência ao desaparecimento de rolos, químicos, papel, etc. Há dias encomendei cinco rolos de diapositivos, vulgo slides, e a minha experiência foi extremamente positiva. O Carlos e o André são bastante prestáveis, mesmo no meio de exames e trabalhos da faculdade, e o website que eles criaram para o projecto é muito completo. Podemos encontrar por lá galerias da comunidade, trocas e vendas de máquinas, informações de exposições e ainda ajuda para quem necessite de digitalizar negativos. Se quiserem ajudar esta comunidade eles aceitam doações. Se ainda tiverem por casa rolos perdidos que estejam apenas a ganhar pó, que na próxima arrumação irão para o lixo, lembrem-se deste projecto e enviem-nos para o
we love film.
Andávamos com alguma curiosidade para ver o filme "Os homens que odeiam as mulheres", adaptado a partir do livro de Stieg Larsson com o mesmo nome. Depois de ter estreado a versão de David Fincher nos cinemas, as comparações com a versão sueca, de Niels Arden Oplev, não tardaram a surgir e a verdade é que daquilo que fomos lendo aqui e ali, parece que a versão de Fincher é boa, mas a sueca será melhor. Vai daí que vimos o trailer dos dois e foi aí que o desempate surgiu: o
trailer sueco é mais cru que o
americano e foi isso que nos incentivou a começar pela versão de Oplev, que está aprovada. (Ok, foi isso e o facto de estarmos em casa e o filme estar disponível no videoclube da Zon e o do Fincher estar em salas sem sofás onde possamos ter mantinhas e estar enrolados). Os actores são bons, as personagens bem construídas, a história bem narrada. Nenhum de nós leu o livro e também não sabemos se este filme é ou não melhor que o de David Fincher, mas a ideia agora é ver os outros dois suecos da trilogia e um dia destes, talvez quando houver nova versão de todos, fazemos as comparações (sem deixar que isso tenha muita importância).
O novo EP de
Miúda, acabadinho de sair pela Optimus Discos, já se ouve por aqui. Podem fazer o mesmo e descarregá-lo gratuitamente no
site da Optimus. Vale a pena.
A Miúda tem a voz de Mel do Monte, que se faz acompanhar por mais três músicos: Pedro Puppe (OiOai), Tiago Bettencourt e Fred (Orelha Negra).
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| Kimo Ameba na ZDB (11/02) |
Na noite de sábado voltei aos anos 90, com direito a camisas de flanela, cabelos compridos e um palco com três guitarras cheias de distorção. Os Passos em Volta lançaram o seu primeiro disco
Até Morrer no final do ano passado e foram este sábado tocar no lançamento do primeiro álbum dos Kimo Ameba,
Rocket Soda, mais um lançamento da
Cafetra Records.
Claro que a intenção destas bandas não era transportarem alguém como eu para os anos 90 - eles nasceram nessa década, enquanto que eu cheguei a ela com 15 anos, idade suficiente para a viver da forma intensa a que a adolescência nos obriga. Foi precisamente essa intensidade que senti ao ver e ouvir estas bandas em palco. Foi uma grande noite na Zé dos Bois. Os Passos em Volta, apesar de ainda estarem a começar, estiveram muito bem. A sonoridade lembrou-me várias vezes bandas como os Dinosaur Jr. Já tinha ouvido o novo álbum e achei muito interessante o conjunto de vozes cruas que acompanham guitarras dissonantes numa amálgama lo-fi que é já a imagem de marca da Cafetra. Sem dúvida, uma banda a ter debaixo de olho.
Quanto aos Kimo Ameba, a principal atracção da noite, não se pode negar que tinham energia suficiente para nos pôr a abanar a cabeça, mas como projecto pareceu-me menos interessante. Ainda assim, falta ouvir o álbum para poder dar uma opinião mais completa. (Até porque o som na ZDB não é o melhor.)
A Cafetra, apesar de recente, tem uma estratégia bem clara: criar boa música com baixos custos e vender a preços de outlet (às vezes dar,
ver último post). Uma coisa é certa, já provou ter matéria prima para ficarmos de olho neles.
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| Go Suck a Fuck EP, 2012 |
Há dias tive a oportunidade de ouvir o EP de lançamento do projecto Go Suck a Fuck, P
ara o seu marido, lançado este ano pela prolífica
Cafetra Records. O EP tem 20 temas, que estão dispostos de uma forma tão clara e bem estruturada que mais parecem capítulos de uma história. São 20 peças fundamentais na criação de um magnífico trabalho, que resulta na perfeição como um todo. É muito dificil ficar indiferente a este lançamento, a banda sonora
lo-fi dos nossos dias que teima em ficar no ouvido. À primeira audição questionei-me: é bom demais para ser grátis, mas é verdade. Eu pagaria por ele (e que tal uma edição em vinil?).
Pode ser ouvido e descarregado gratuitamente no
Bandcamp dos Go Suck a Fuck, mas também está à venda na
Flur (por 2,50€) em formato CD.
Obrigado Go Suck a Fuck e Cafetra por nos oferecerem música tão boa.
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| Gael García Bernal e Diego Luna |
Estes dias passámos na loja do Público e comprámos o filme Rudo y Cursi, de Carlos Cuarón, por 1,95€ (mais o jornal). Ontem estivemos a ver e gostámos imenso. Argumento bem escrito, num filme divertido e cheio de ritmo, do início ao fim. Foi uma bela surpresa. Vejam
aqui o trailer.
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| Walter Benjamin |
Esta semana, a
Pataca Discos, editora de música portuguesa criada pelo músico e artista João Paulo Feliciano, está em grande, isto porque há uma sessão dupla de concertos de artistas do seu catálogo: Walter Benjamin, You Can't Win Charlie Brown e Julie and The Carjackers.
Comecemos por amanhã, quinta-feira, 2 de Fevereiro: o Musicbox recebe Walter Benjamin, três anos passados desde o seu último concerto em Lisboa. Para amanhã, para além do "eco de um passado recente", podemos esperar ouvir algumas canções do próximo álbum
The Imaginary Life of Rosemary and Me. O músico já disse que se vai fazer acompanhar pela sua "banda de sempre": João Correia e Nuno Lucas (Julie & The Carjackers), Francisca Cortesão (Minta) e Jakob Bazora, o austríaco que o tem acompanhado por Londres. Estamos ansiosos por este concerto. A
entrada custa 6 euros e entretanto o novo single
Airports and Broken Hearts já pode ser ouvido no
soundcloud do músico.
Na sexta-feira, 3 de Fevereiro, há concerto na
Galeria Cristina Guerra, integrado na exposição
Monkey Business de João Paulo Feliciano. Os três projectos Walter Benjamin, You Can't Win Charlie Brown e Julie and The Carjackers vão tocar em acústico. A entrada custa um mínimo de 3 euros, embora "contribuições maiores são bem vindas", já que a receita da bilheteira reverte inteiramente para o financianciamento da viagem dos YCWCB ao Festival South by Southwest, em Austin, Texas, em Março deste ano. Saibam como podem ajudar a banda no
site oficial ou
nesta notícia do P3, que explica tudo.