Foi um fim-de-semana em grande. Um dos nossos filmes favoritos deste ano "É na Terra não é na Lua" foi o grande vencedor do DocLisboa 2011, conseguimos assistir a mais três dos filmes premiados e ainda tivemos a oportunidade de passar bons momentos deitados na relva da Gulbenkian, que ao contrário do normal estava bastante concorrida.
Não tenho muito mais a acrescentar sobre o filme do Gonçalo Tocha, foi um prémio totalmente merecido e espero sinceramente que possa ter uma distribuição à sua medida. É importante que este documento chegue às pessoas e com ele a beleza do Corvo.
Para além disso, não posso deixar de fazer referência a dois filmes, duas longas metragens de dois estreantes também vencedoras, "Yama No Anata/ Beyond the Mountains", de Aya Koretzky e de Pedro Filipe Marques "A nossa forma de vida", que têm em comum a temática da família como argumento. O resultado são dois filmes bastante diferentes, que espelham de uma forma pessoal o carinho e admiração por aqueles que nos são próximos. Se tiverem oportunidade não deixem de ver.
De seguida os respectivos trailers.
Então parece que de sábado para domingo muda a hora. Mas atrasa ou adianta? Todos sabemos a resposta, não sabemos? Sabemos, pois. Isto porque, finalmente, os jornais já começaram a dar a notícia, porque ainda há umas semanas estava num almoço e surgiram muitas dúvidas. Porque de repente começamos todos a falar e quem tinha certezas ficou com dúvidas. E porquê? Porque (por incrível que pareça) há argumentos a favor das duas alterações: atrasa, que é para não escurecer tão cedo, mas depois de manhã também está mais escuro para os meninos se levantarem e irem para a escola. Ah, então adianta, porque assim resolve-se esses problemas do escurecer mais cedo. Mas espera, na Primavera já se fez isso, não pode ser.
(pausa para reflexão > olhar vazio > grande confusão)
Finalmente hoje, dia 27 de Outubro de 2011, há um vídeo que faz desaparecer por completo todas as dúvidas parvas que podiam existir (que já podiam ter desaparecido se o assunto tivesse sido motivo de alguma atenção). Na Primavera a hora adianta porque precisamos tanto de luz e de sol, que queremos aproveitar o máximo de horas de claridade que pudermos e no Outono volta tudo ao normal, ou seja, claro que se atrasa a hora (não se ia adiantar duas vezes, não é?). E isso de ficar muito escuro para os meninos se levantarem... quer dizer, já temos um bónus no Verão, não pode ser sempre.
Vejam lá o vídeo, que é bem divertido e explica isto muito bem (isto, e mais factos relacionados com esta mudança de hora).
Nota: Ok, agora sinto-me estúpida. Não consigo perceber como é que fiz tantas vezes esta confusão com uma coisa tão simples (e lógica).
O que disse há uns meses neste post ganha agora agora uma nova dimensão: os Black Keys são, sem dúvida, a banda mais fixe do momento. Em 2010 deram-nos um dos melhores álbuns do ano e agora estão de volta com um novo single Lonely Boy, que vicia à primeira audição.
Como já vem sendo tradição, aqui está o divertido anúncio do novo álbum que se vai chamar El Camino, que conta com a participação do actor Bob Odenkirk.
E aqui fica o novo single com um aviso: têm de ver o vídeo. Garanto que vão querer aprender a dançar assim. É contagiante.
Depois de tanta espera (e expectativa também) ontem foi dia de finalmente ver "É na Terra não é na Lua", um filme com 185 minutos sobre a pequena ilha do Corvo. Gonçalo Tocha e Dídio Pestana levam-nos numa viagem fascinante dividida em 15 capítulos, a uma ilha que se vai revelando pouco a pouco, à medida que os minutos passam. O vento, as ondas, o mar, o musgo; os cães, os gatos, as vacas, os porcos; a igreja, os queijos, o artesanato, os pescadores, as saídas à noite...
No final do filme ficámos com a sensação de que estivemos mesmo no Corvo com aquelas pessoas, naqueles lugares, que ouvimos presencialmente aquelas histórias.
Sente-se, durante todo o filme, a confiança e o à vontade que os habitantes depositaram nos dois rapazes que foram lá filmar e, graças a isso, pudemos ter acesso a situações espontâneas e do dia-a-dia, que tornam o filme belíssimo.
Se ontem não fizeram esta viagem com pouco mais de três horas - que passam mesmo a correr - ainda podem fazê-la sábado (apesar de a sessão já estar esgotada) e, quem sabe se algum sr. distribuidor quererá levar este filme às salas do país.
É uma viagem que vale tanto a pena.
Já aqui tinhamos falado da estreia mundial do filme de Gonçalo Tocha "É na Terra não é na Lua" no Festival Internacional de Cinema de Locarno. Hoje é dia de estreia nacional no doclisboa (com exibição às 21h00, no Grande Auditório da Culturgest e sábado - com sessão já esgotada - às 14h45, no Pequeno Auditório da Culturgest).
Para quem ainda não sabe se vai ou não ver o filme, aqui ficam as ligações para os artigos de hoje do Ípsilon e do jornal i, que vos podem dar mais informação sobre o universo de "É na Terra não é na Lua".
Do nosso lado, tinhamos visto um dos capítulos no IndieLisboa e andamos à espera deste dia desde Maio.
Venha de lá esse filme! :)
A designer Olympia Le Tan juntou-se a ao realizador Spike Jonze e a Simon Cahn e juntos fizeram um pequeno filme chamado Mourir Auprès de Toi/To Die By Your Side. Escreveram a história juntos e as personagens foram retiradas das imagens que Olympia cria para dar vida à sua colecção de malas (que é simplesmente fantástica - vejam o site já).
É uma história de amor a não perder: pouco convencional, tem uma banda sonora bonita e dura só uns minutinhos.
Antoine Wagner e Francisco Soriano filmaram a turné mundial dos Phoenix e o resultado é "From a Mess to the Masses", um documentário de 52 minutos, que nos mostra a banda em sítios como o Madison Square Garden, Berlim ou Tóquio. Vamos lá ver quando é que conseguimos pôr os olhinhos nisto.
Nota: Já vimos o filme (passou no Canal Arte), mas afinal não acrescentou muito ao que já sabíamos sobre a banda. É uma compilação de imagens e pelo meio aborda (de forma muito fugaz) o processo criativo do álbum Wolfgang Amadeus Phoenix e a fama e popularidade que o disco lhes trouxe.
Ao contrário de muita gente, não consigo ficar dependente do Facebook. Eu tentei. Evitei jogos, quizes, tretas várias, pokes e outros que tais; escondi pessoas que não partilham nada que me interesse, pessoas que teimam em querer contar todos os pormenores das suas vidas, tudo com o objectivo de o tornar mais interessante. Mas quando as coisas pareciam estar a melhorar, resolvem mudar as definições de quase tudo. E pronto, mais umas semanas até me conseguir habituar ao novo formato, bah. O Facebook está a ficar complicado e isso torna-o uma seca. Pensando por exemplo nos sms's: porque razão são um sucesso? Porque são simples demais. Até a avózinha, que nem sabe o que é o teletexto, os envia.
Este pequeno desabafo serve para introduzir o tema principal: estou oficialmente viciado no Instagram. Eu sei, eu sei, apenas existe para iPhones e que nem toda a gente os tem, mas é pena. Continuo à espera que em breve saia para Android e aí poder chegar a todos os que já aderiram aos chamados smartphones. Mas o que é o Instagram? Não é mais que um twitter mas de fotos, embelezadas com uns filtros retro que ajudam muito a tornar as nossas fotos bem mais interessantes. É possível criar uma fotoreportagem de tudo o que nos rodeia e partilhar. Esta aplicação é um bálsamo para o voyeur que há em nós. Fotos e mais fotos, todos os dias, todas as horas, todos os segundos. Nós escolhemos quem queremos seguir, as pessoas escolhem-nos a nós, pelas nossas fotos ou porque são nossos amigos. A ideia é ver o mundo pelos olhos dos outros. É tão simples, tão óbvio, que rapidamente se torna viciante. Existem já 10 milhões de utilizadores registados que se podem seguir diariamente. Deixo alguns exemplos das fotos de utilizadores que sigo. Contra a crise, fotografar, fotografar.